O Rapidshare não deve ceder a pressão das associações de estúdios de
cinema e de gravadoras a fim de retirar conteúdo do ar, após o bloqueio do Megaupload.
Em entrevista à revista Fast Company, o porta-voz da empresa, Daniel
Raimer, declarou que, caso o Rapidshare seja fechado, o YouTube, o iCloud, o
Microsoft SkyDrive e o Dropbox também devem ser.
Raimer não classificou o Megaupload como culpado ou inocente, mas disse
discordar da política do site de remunerar usuários que publicam conteúdo com
alta procura para download.
Ele defendeu que a tecnologia por trás do Megaupload e do Rapidshare
são semelhantes, assim como a do Microsoft Skydrive e do iCloud, da Apple, o
que os difere é o ponto de vista ético.
“A principal diferença é o modelo de negócio. Você está ajudando a
pirataria? É a sua intenção de ganhar dinheiro atraindo piratas e chamando a
atenção das associações que protegem os direitos autorais? Ou você quer ter
clientes grandes e manter relações longas com eles? Isso é exatamente o que
fazemos”, afirmou Raimer.
O porta-voz afirmou ainda que o Rapidshare possui um filtro que
evita a republicação de conteúdos já removidos anteriormente. Ele afirmou
também nunca ter falado com Kim Dotcom, o criador do Megaupload.
Na semana passada, a justiça neozelandesa concedeu liberdade
condicional a dois executivos ligados ao Megaupload. Por outro lado, Kim Dotcom
teve seu pedido negado. O juiz considerou que ele oferecia risco de fuga por
ser milionário e possuir mais de um passaporte.
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